
Num recôndito, bem próximo do infinito,
Logo depois da penúltima coxilha,
Um cuéra tombou lá, solito,
E sobre seu corpo brotou a primeira maçanilha...
E a maçanilha floresceu soltando seu aroma no vento,
Logo uma abelha mirim pousou
E, como se fosse um mandado a servir de alento,
Espalhou o pólen pela pampa quando seu vôo alçou...
E, desde então, as maçanilhas florescem
Após as chuvas de verão,
Como se fossem as memórias do gaúcho
Ainda vivas, rebrotando do chão...