sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Farrapos

video



E aqui está a vídeo animação com a declamação da premiada poesia FARRAPOS! Texto e voz André Diefenbach, gaita de Jairo Silva.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Delegado Bagual




Abaixo artigo de Roger S. Brutti, publicado na pag. 04 do jornal A Razão de 26/01/10:

Delegado bagual
Em Santa Maria/RS exerce suas atividades profissionais o Delegado de Polícia mais bagual do Rio Grande do Sul. É o meu amigo André Sesti Diefenbach. É bagual, porque ama as tradições gaúchas como ninguém, trova, faz músicas, vídeos e poemas gaúchos até enquanto está embaixo do chuveiro. Até possui alguns sites sem fins lucrativos cujos endereços são http://www.bagualismo.tv e http://blogopoeta.blogspot.com Todo ano o André ganha prêmios regionais e nacionais com músicas e poemas de sua autoria.
Na semana passada ele ganhou mais um prêmio literário de âmbito nacional no concurso “Valdeck Almeida de Jesus” com um texto gaudério de sua autoria. Como já ocorreu antes, o escrito desse bagual será publicado em um livro a ser lançado na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, evento que ocorrerá de 12 a 22 de agosto de 2010, no Pavilhão de Convenções do Anhembi.
Como diz o gaúcho, deem um “espiada” na poesia com a qual ele venceu referido concurso: “Na guerra pela liberdade, lutaram conterrâneos, / Irmãos em lados opostos, soldados apostos, / Lanças, espadas, canhões, os índios em seus redomões... Uns querendo o divórcio, a formação de um novo Estado, / Outros mantendo o consórcio, com o império ao seu lado. / Farrapos libertadores, Pica-paus mantenedores, / E assim foi por muito tempo, o Rio Grande em seu horizonte sangrento... / Muitos encararam a sorte, valentes, guerreiros, / Neste jogo de vida e morte, disputado por lanceiros, / Alguns se tornaram heróis e até hoje vivem na história, / Vários tombaram no campo, sendo apenas esta sua glória. / No final, apesar da derrota, a vitória foi Farroupilha / Pois mostrou ao mundo inteiro que gaúcho é xucro e não se encilha!”
Afirmo aos leitores: há pessoas que moram bem ao lado de nossas casas, mas que jamais passaria por nossas cabeças quais maravilhosos talentos elas possuiriam. Por vezes, desenvolvem suas artes timidamente, só para si, no interior dos seus quartos. São pintores, escritores, músicos, enfim, pessoas com talentos os mais peculiares. Você leitor certamente deve ter um.
A verdade é que todos nós possuímos algum hobby em particular. E como é bom descobrirmos que o Fulano gosta de ler livros tão interessantes, sobre temas cuja existência nem imaginávamos haver; que Beltrano gosta de tocar blues com o seu violão, escondido em seu quarto; que Sicrano gosta de escrever para o Jornal “A Razão”, por puro prazer, sem esperar nada de retorno. Talentos assim, ao meu ver, devem sempre ser cultivados e preservados.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Até o gaúcho morre




Se hoje o meu cavalo é manso,
E o meu pala é rasgado,
Se preciso mais de descanso,
É o tempo que tem me judiado...

Até o campeiro envelhece,
E fica mais no galpão,
Se remoendo em recuerdos
Enquanto ceva o chimarrão...

Se a adaga está enferrujada,
E não uso mais as chilenas,
Se às vezes erro as armadas,
É a vida ficando pequena...

Se minhas melenas pratearam,
E minha voz já fraqueja,
Está chegando à hora
De me juntar às carquejas...



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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A mão




A mão que mata
Pode ser a mesma que acaricia...
A mão que alimenta
Pode ser a mesma que espanca...
A mão, que unida à outra representa a união
Pode ser a mesma mão que aperta o botão que antecede a explosão...
E a mão pode ser da mesma pessoa...
Que segura o guarda-chuvas numa noite de garoa,
Que aciona o remo e movimenta a canoa,
A mão que hoje planta uma árvore
Pode ser da mesma pessoa que antes desmatou florestas,
Que enxugou o suor da testa...
A mão que executa as vontades,
Pode ser boa e má, simples verdade...
A mão que escreve um bilhete de saudade,
Pode ser a mesma que dissemina a maldade...
Nada é exato, nem mesmo a mão,
Que ora segue as ordens da mente, ora segue as do coração...

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O poder estava na camiseta

Muito estranho, mas impressionante! Domingo, dia 17 de janeiro de 2010, às 17h00min, liguei a televisão para acompanhar a estréia do Grêmio, de caras novas, tanto no campo quanto na casa mata. Um calor infernal, imaginei o caldeirão do capeta no campo do Pelotas... E, realmente, minha previsão inicial não parecia equivocada, muita correria e pouca objetividade em campo, comum aos inícios de temporada. Um zero a zero ruim, até que o Pelotas o deixa muito pior, empilha dois canetaços consecutivos, tão certeiros como são os tiros disparados por traficantes nos morros cariocas que sempre acabam explodindo os miolos de algum inocente. E veio o apito, ufa, intervalo! Aproveitei os quinze minutos e fui checar a caixa de correspondência onde havia um aviso do carteiro de que tentara entregar uma encomenda sem sucesso, ainda na sexta-feira. No aviso não havia descrição do que era e nem quem seria o remetente. Guardei aquele aviso no bolso, pois só poderia retirar o que quer que fosse na segunda-feira e fui até a cozinha esquentar uma água para fazer um mate, porque gaúcho que é gaúcho toma chimarrão até no inferno (tanto o calor quanto o resultado parcial não deixavam dúvidas de que eu estava realmente com o chifrudo encarnado sentado ao meu lado). De cuia em punho voltei minhas atenções para o segundo tempo, parecia outro jogo, a alma castelhana estava de volta, muita vontade e aplicação, uma velocidade em campo que parecia que os jogadores eram empurrados pelo minuano, até que num pênalti o Pelotas ruiu, tomou o primeiro e em seguida vieram outros dois que viraram um adverso placar de primeiro tempo. O domingo passou com uma estréia de ruralito emocionante. Segunda-feira, a tardinha, fui até a garagem dos correios, entreguei o aviso ao guarda e, alguns minutos após, recebi um envelope rechonchudo e fofo, chegou a lembrar eu mesmo em suas formas. Entrei no carro e vim para casa. Abri o envelope, dentro dele havia uma gentil carta da Mayra, uma prima da minha mãe que há muito tempo trocou o churrasco pelo acarajé, mas parece que toma chimarrão em uma cuia de côco verde lá na terra do Senhor do Bom Fim e, junto à carta, uma bela camiseta do Consulado Gremista da Bahia, cujo mascote é primo do mosqueteiro, tem a mesma cara, porém usa trancinhas rastafári, calças de capoerista, e um turbante, cujo nome desconheço, mas de uso tradicional na Bahia, como é a bombacha no Rio Grande. Mas o que alhos tem a ver com bugalhos? Nada, ou tudo. Interpretei o aviso dos correios como a mensagem de chegada, que só recebi no intervalo e, daí, a explicação da reação só no segundo tempo, pois é certo que a camiseta da terra de todos os santos veio de lá com as bênçãos de todos eles anunciando que 2010 será, definitivamente, um ano azul, preto e branco! Obrigado Mayra e obrigado Consulado Gremista da Bahia!

André Sesti Diefenbach

Artigo do meu colega Róger sobre o Crack

Traficantes contra o crack

Roger Spode Brutti

O crack tornou-se o Calcanhar de Aquiles dos próprios traficantes. Estes, sedentos pelo lucro cada vez mais rápido, acabaram introduzindo em seus “negócios” uma droga tão devastadora que acabou desestruturando não só as famílias, a vida dos consumidores e a sociedade como um todo, mas, especialmente, o meio de subsistência dos próprios traficantes. O crack não comporta exceção e vicia imediatamente, dilacerando a vida do consumidor, cujo o único caminho certo, caso não busque tratamento, é a morte. O detalhe é que, nesse iter consumerista, o usuário desestabiliza-se socialmente de forma cabal, perdendo o emprego, o relacionamento salutar com amigos e com familiares, dentre outros problemas. Passa ele a ser um verdadeiro indigente, a bem da verdade, a ponto de não mais dispor de numerário para pagar a droga que consome, ou melhor, a droga que o consome. Aí vislumbramos a primeira dor de cabeça dos traficantes, qual seja, a carência de numerário, de dinheiro em espécie, de receita. Com efeito, o usuário, desestruturado socialmente, sem emprego, passa a furtar ou a roubar, para, com a “res furtiva”, pagar a droga. Aí surge outra problemática para o traficante, qual seja, eventualmente, os usuários são flagrados e presos, tendo-se nas ruas menos consumidores. Por outro lado, os próprios filhos da comunidade em que reside e atua o traficante também se viciaram e furtam, agora, dia e noite, itens das suas famílias e dos vizinhos, para pagar o vício.

Também não se olvide que a vida do consumidor do crack é muito curta, sendo que o período de consumo, logicamente, também é ínfimo, o que gera menos lucro para o traficante. Por tudo isso, nada mais lógico, aquele que comercializa crack é um verdadeiro inimigo dos demais traficantes que, tendo um mínimo de noção sobre gerenciamento econômico, veem no crack um verdadeiro “tiro no pé”. O extermínio daquele que trafica o crack pelos demais traficantes é algo puramente lógico. É o verdadeiro Armagedom: traficantes matando-se não pela disputa de território, mas pela tentativa desesperada de conter o avanço dos malefícios do crack. O crack consome a todos, incluindo o próprio tráfico, os próprios traficantes. Como dizem os velhos ditados: tudo que se planta, colhe; aqui se faz, aqui se paga!

Delegado da Delegacia de Delitos de Trânsito de Santa Maria/RS

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A morte é mais poética que a vida




A morte é mais poética que a vida,
Porque exprime tristeza em forma de partida,
Porque o tempo não foi suficiente para a despedida...
E é nos versos que o poeta encontra alento
Para sustar seu íntimo sofrimento...
Rimas melancólicas, frases saudosas,
Palavras de esperança, orações rancorosas...
Sentimentos transcritos expressando as verdades de seu autor,
Razão, emoção, saudade, em um pedaço de papel a imagem da alma em seu resplendor...

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Sétimo lugar




Ficamos em sétimo lugar no prêmio literário Valdeck Almeida de Jesus, ed 2009, com um texto tradicionalista gaúcho, o texto chama-se Farrapos e já consta em outras postagens no aqui no blog. Também está em vídeo na rede www.poetasgauchos.ning.com