quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz 2011!


Feliz 2011 (André S. Diefenbach)


Tudo novo, de novo!

É a virada de ano,

Renovadas esperanças de norte a sul,

É certo, pois, que 2011 será um ano azul!

Um azul celestial,

Muito mais que do que místico, imortal...

Ano de uma avalanche,

Sedenta força de desmanche,

Como igual nunca se viu,

Que sacudirá a América,

Rachando beiras e secando o rio...

Já quase no final um mosqueteiro sorri,

Um sorriso largo de quem cumpriu o dever,

De quem jamais dá o braço a torcer,

De quem primeiro plantou e só depois foi colher...

E assim, em 2011, o planeta terra

Mostrará com toda a força sua cor,

Azul do céu, azul celestial,

Azul do mar, azul imortal...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Idos

Fogões à lenha,

Colchões de crina,

Travesseiros de pena,

Luz de lamparinas...

Vidas passadas,

Retratos envelhecidos,

Poeira incrustada,

De bons tempos idos...

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Meu Gênio





Meu gênio é alguém dissociado de mim,
Parece outra pessoa, mas sou eu, enfim!
Embora eu não seja belicoso,
Meu gênio é, por certo, genioso
Não sou do mal, embora ele (o gênio) tenha algo de animal,
Às vezes estou quase inerte, mas não o gênio, alerta ao menor flerte,
E tu, já viste coisa igual? Um gênio genioso, genial!

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Lançamento do livro referente ao Prêmio Literário Valdeck A. de Jesus -2009

Será em 06 de novembro, à partir das 18h00, na livraria Saraiva do Shoping Center Iguatemi de Salvador-BA, o lançamento do livro Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus, ano 2009.
Tive a felicidade de ficar em sétimo lugar no certame de caráter nacional, com um texto regional gaúcho, intitulado Farrapos.
Mais detalhes sobre o livro podem ser obtidos com o organizador do concurso no site: www.galinhapulando.com

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O mestre da simplicidade





Pedras no caminho
Não são mais que grãos de areia,
Os ventos que movem moinhos
Arejam idéias, removem poeira...
Os graus da complexidade
Residem na mente,
Voltar a mais tenra idade
Parece algo inconseqüente,
Mas a despreocupação da mocidade
É absolutamente inteligente,
O mestre da simplicidade,
Simplesmente...

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sábado, 2 de outubro de 2010

Girassóis




Giram os girassóis,
Acopanham teu brilho...
Eu, espiga de milho,
Como pipoca quero estourar,
Aquecido pelas micro ondas
Que emanam do teu olhar...

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sábado, 18 de setembro de 2010

Distante das sereias




As ondas do mar
Distantes da minha sacada,
Não me trazem sereias...
Oh, mente tão perturbada!
Minha insanidade sobrevoa as areias
Daquela pequena enseada,
Sou a ave que gorgeia
Nos ouvidos da minha amada...

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Circo Brasil




Aproveitando a proximidade do pleito obrigatório republico o texto abaixo para ponderação!



Uma paródia de País
Com eleitores caricatos
Onde políticos astutos,
Fazem o que querem dos palhaços...

Este é o circo Brasil,
O palhaço sou eu,
Os palhaços são mil...
E aqui no circo Brasil
Os artistas pagam para trabalhar,
Para uma platéia de safos eleitos poder gargalhar...

E nunca se riu tanto...


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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Concreta abstração




Alegria sem igual, sublime estado mental,
Fantasiosos momentos, alegorias de carnaval...
Loucura séria, lucidez esquizofrênica,
A saúde na sua forma mais patogênica,
O ego de um prego... Esmagado, golpe seco de marreta,
Entendeu agora ou é careta?

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sábado, 11 de setembro de 2010

Fronteiras: FARRAPOS

Fronteiras: FARRAPOS: "Farrapos Na guerra pela liberdade, lutaram conterrâneos, Irmãos em lados opostos, soldados apostos, Lanças, espadas, canhões, os índios ..."

domingo, 5 de setembro de 2010

Um mundo de ilusões




Ilusões midiáticas,
Cálices de doce champanha,
Servida em porções sistemáticas,
Transforma em alegres muitos bobos.
Travestida de democrática
A bebida é fascinante,
Não ´percebem o tamanho da ressaca
Quando cessar essa ebriês inconstante.
Pobres viciados, gambás chapados,
Em troca de simples esmola
Bêbados, se pendurando em argolas,
E eu que estou sóbrio
Posso, somente, assistir
Essa tragicomédia
Que não me seduz, que não consigo engolir...

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sábado, 4 de setembro de 2010

Música | Poetas Gaúchos

Música | Poetas Gaúchos

Farrapos

Aproveitando a proximidade da semana farroupilha, aqui vai o vídeo onde declamo o texto Farrapos...



sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Minuano

Vento frio, vento cortante,
Vai renguiando cusco,
Vai gelando o meu semblante...
É o minuano assoviando
Rio Grande a fora,
É um potro marchando
Ou um amor que vai-se embora...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

As vozes dos mananciais



Ao som de um violão
Dedilhado ao entardecer,
Melodias de campo,
Da terra que me viu nascer...

E o vento em assovio,
Soprou notas magistrais,
Nesta campeira milonga
nas vozes dos mananciais

Me acompanham dois quero-queros,
Ao fundo grita um tarrã,
Sentinelas da pampa,
Cantando um novo amanhã,

Nos acordes da guitarra
Em coro com aves tais
Transformaram-se em milonga
As vozes dos mananciais...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Crioulos da terra





Altaneiro é o gaudério,
Caborteiro é o cavalo,
Soberanos do campo,
Da pampa um regalo...

Forjados na guerra
Foram os antepassados,
Crioulos da terra,
Destinos traçados...

As lutas sangrentas
Deixaram espólio,
Depois das cornetas
O conciliatório...

Um novo tempo,
Um novo horizonte,
Batalhas que mudaram o vento
E trouxeram a paz no reponte...

Do tempo passado
Sobrevive a tradição,
Em cada mate cevado
Na cuia, de mão em mão...

Onde cada gaúcho
É também um irmão,
E o maior de todos os luxos
É ser filho deste chão!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

domingo, 1 de agosto de 2010

Missioneiros




Que minha voz rompa as fronteiras
Em xucros versos gaúchos,
Como o vento que agita bandeiras
E que minha garganta agüente o repuxo...

Não quero falar de guerras,
Nem mesmo pedir liberdade,
Quero espalhar esta canção por terra
Que fala de amor e verdade...

Índia, formosura da pampa
Cheirando a flor de maçanilha,
Xirú, paesano na estampa
Centauro, senhor das coxilhas...

Os dois, gaúchos de nascimento,
Uniram dois corações,
E na sinfonia do vento
Semearam a região das missões...

Da mãe, o sangue charrua
Do pai, o estilo campeiro
Do amor refletido na lua
Surgimos nós, missioneiros...

Do casal foram sete filhos,
Como sete foram os povoados,
O Rio Grande tem muito mais brilho
Com este povo irmanado...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Assim nasceram as maçanilhas



Num recôndito, bem próximo do infinito,
Logo depois da penúltima coxilha,
Um cuéra tombou lá, solito,
E sobre seu corpo brotou a primeira maçanilha...

E a maçanilha floresceu soltando seu aroma no vento,
Logo uma abelha mirim pousou
E, como se fosse um mandado a servir de alento,
Espalhou o pólen pela pampa quando seu vôo alçou...

E, desde então, as maçanilhas florescem
Após as chuvas de verão,
Como se fossem as memórias do gaúcho
Ainda vivas, rebrotando do chão...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Circo Brasil





Uma paródia de País
Com eleitores caricatos
Onde políticos astutos,
Fazem o que querem dos palhaços...

Este é o circo Brasil,
O palhaço sou eu,
Os palhaços são mil...
E aqui no circo Brasil
Os artistas pagam para trabalhar,
Para uma platéia de safos eleitos poder gargalhar...

E nunca se riu tanto...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Finados




Falecidos, passados,
Esquecidos, finados,
Poeira do tempo que o vento levou...
Sentimentos, alentos,
Uma vida, uma história,
A chama de um fogo que já se apagou...
O final de um início,
Um tombo, um tropeço,
Ou, quem sabe, um novo começo...
Um feriado cristão,
Uma vida em vão,
Momentos que vem e, por certo, se vão...
Uma simples lembrança,
Um fio de esperança,
Na crença de quem ainda está aqui...
E assim vivemos,
Lembramos, sofremos,
Até nosso momento de também partir...

sábado, 22 de maio de 2010

Índia Charrua




No lombo de seu cavalo
Galopa uma índia charrua
Cortando pagos imaginários
Em suas vestes xiruas...
Suas esporas são estrelas
Reluzindo à luz da lua,
Empunhando sua lança
Ponta de pedra em madeira crua,
Mirando para meu peito
Me atingindo em plena rua...
Morri pela mão dela,
Ah, aquela índia charrua,
Que habita em meus sonhos,
Formosa guerreira nua...


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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Até o gaúcho morre





Se hoje o meu cavalo é manso,
E o meu pala é rasgado,
Se preciso mais de descanso,
É o tempo que tem me judiado...

Até o campeiro envelhece,
E fica mais no galpão,
Se remoendo em recuerdos
Enquanto ceva o chimarrão...

Se a adaga está enferrujada,
E não uso mais as chilenas,
Se às vezes erro as armadas,
É a vida ficando pequena...

Se minhas melenas pratearam,
E minha voz já fraqueja,
Está chegando à hora
De me juntar às carquejas...



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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Rio Grande




Rio Grande

Rio Grande do Sul
Um misto de terra e gente,
Unidos como um só,
Um rio de águas correntes...

Berço simples do gaúcho,
Que traz a pampa nas veias,
Defendendo os ideais
E sem fugir das peleias...

Eu sou gaúcho e me orgulho
E me basta ser assim
Prá carregar o Rio Grande
Guardado dentro de mim! (refrão)


A pampa meridional,
Tem por governo o respeito,
Que todo o cuéra bagual
Carrega dentro do peito...


Pátria de índios gaúchos,
Dos guerreiros da igualdade,
Ideais que não se dobram,
Lanceiros da liberdade...

Eu sou gaúcho e me orgulho
E me basta ser assim
Prá carregar o Rio Grande
Guardado dentro de mim! (refrão)

Estes versos possuem esboço de melodia, disponível para audição em meu perfil na rede www.poetasgauchos.ning.com

segunda-feira, 10 de maio de 2010





Final de tarde,
Quando o sol ainda é brasa
Que lenta se apaga
Na sanga de águas rasas,
Brotam matizes,
Das mais variadas cores,
Tão linda pintura
Da pampa de meus amores.
Na hora do amargo,
Que cevo bem de mansinho,
Nos ouvidos o encanto
Da orquestra de passarinhos.
Entardecer na campanha,
Um verdadeiro retrato,
Que tentei descrever
Em versos neste relato...


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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Mãe




Segue o poema Mãe, que escrevi em memória de minha mãe e já publiquei anteriormente. Porém, já que estamos no mês das mães, serve como homenagem, senão a ela, a todas as mães que porventura lerem este texto. Os versos abaixo estão sendo musicados e integrarão um cd que estou produzindo com algumas poesias de minha autoria em parceria com alguns músicos amigos meus.



Como um raio de sol que invade a janela
Ou como a lua cheia, tão brilhante, tão bela
É assim que hoje te vejo, pois quis o destino nos separar
Não adiantou a revolta, não mais consegui te encontrar

Sei que o mundo é assim, e sem motivo ou razão
Pessoas amadas simplesmente se vão
Dizem estar em um lugar melhor
Mas pra quem fica é duro aceitar
Porque você minha mãe com deus foi morar

Naquele tempo eu não entendi
E até hoje não vejo motivos
Porque você teve que partir
Se sempre te quis junto comigo

Sei que continuas viva em minha memória
Mas a saudade não vai se apagar
Sei que nada posso fazer
Mas ainda não consigo aceitar

Das poucas coisas que aprendi
Uma foi sentir muita dor
Por não mais ter você aqui
Com seu carinho e seu amor

Mas tenho muita esperança
De que quando terminar a jornada
Possamos sentar nós dois juntos
Fazendo a noite mais estrelada...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Riacho Amizade




Riacho que desce esse cerro,
Rodeado de pitangueiras,
Cruzando os nossos campos
Não respeitando fronteiras...

Seguindo sempre o caminho,
Também chamado de leito,
Com suas águas correntes
que batem na altura do peito...

Como não foste batizado,
Te chamarei de amizade,
Pois as tuas águas tão claras
Refletem a sinceridade...

Tal qual uma relíquia,
Merece ser preservado,
Tal qual um bom amigo
Que está sempre ao meu lado...

Riacho amigo, riacho da amizade,
Em tuas águas sinceras eu lavo a saudade...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Testamento Gaúcho - essa vai estar no CD





Estamos gravando um CD de músicas gaúchas e mpb, com letras minhas interpretadas por Jorge Cezar. Dentre as que vão para o disco está esta:

Testamento gaúcho

Escritas campeiras
Num papel amarelado,
Rompendo as fronteiras
De um tempo passado

Relatos da pampa
E suas histórias
Falando de guerras
De honra e de glórias...

Arquivo gaúcho
Memórias de campo
Escrita sem luxo
Ecoa em meu canto... (refrão)

Estavam esquecidos
No sótão do tempo
Garranchos de peão
Eram um testamento

E a maior herança
Foi destinada a mim,
Herdei pelo Rio Grande
Um amor sem fim

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O triste destino de um bagual




O patrão vendeu a estância,
A terra onde eu me criei
Onde passei minha infância
E até ontem trabalhei...

Senti o golpe da adaga
Enterrada no meu peito,
Nunca eu tinha imaginado
Ficar sem rumo desse jeito...

Não chorei só por uma razão:
Porque o homem não chora.
Encilhei meu redomão
E a trote fui-me embora...

Sigo à cavalo pela pampa,
Um centauro desgarrado,
Marcas do tempo na estampa
De um futuro encerrado...

Um peão sem sua querência,
Um homem sem ideal,
Que triste maledicência,
Que destino prum bagual...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Destino Gaúcho




No meio do peito um leguero bate,
Em uma cadência prá lá de aporreada,
E lá do galpão um cusco já late,
O gaudério, solito, reponta a boiada,

O gado tá gordo, é hora do abate,
A carreta já veio e tá encostada
O caminhoneiro nem fica pro mate,
Já sai de vereda, pega o rumo da estrada...

E já se foi o frete de boi
E já se foi o frete de boi...

O campeiro atiça o fogo de chão,
O serviço do dia já foi terminado,
Água na cambona pra um chimarrão
Enquanto descansa o crioulo tostado,

É lida, é vida, é gaúcho, é peão,
De espora, bombacha e chapéu tapeado,
Quem traz a pampa em seu coração,
Assim como o boi tem o destino traçado...

E nunca mais olha prá trás
E nunca mais olha prá trás...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Cordeona




Cordeona

Cordeona, velho instrumento,
Que, gemendo, acompanha os lamentos
Da alma do peão gaúcho,
Que, em seu destino sem luxo,
À cavalo ganha a vida,
De sol a sol, sempre na lida,
No serviço da campanha...
E aos domingos, quando sobra tempo prá um gole de canha,
O índio até que se assanha...
E dedilhando a botoneira,
Numa melodia bem rancheira,
Em cada fole que expande
Demonstra seu amor pelo Rio Grande,
Que vem do fundo de sua alma galponeira
E vai atravessando aramados, divisas e fronteiras...
Se espalhando na velocidade de um bagual
Que, caborteiro, dispara do buçal,
Galopando entre as coxilhas
Na imensidão da pampa dos farroupilhas...
E que só vai se perder
No dia em que o último coração gaudério parar de bater...


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segunda-feira, 1 de março de 2010

Índia charrua




No lombo de seu cavalo
Galopa uma índia charrua
Cortando pagos imaginários
Em suas vestes xiruas...
Suas esporas são estrelas
Reluzindo à luz da lua,
Empunhando sua lança
Ponta de pedra em madeira crua,
Mirando para meu peito
Me atingindo em plena rua...
Morri pela mão dela,
Ah, aquela índia charrua,
Que habita em meus sonhos,
Formosa, guerreira e nua...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Comparativos Gauchescos

(Fausto Diefenbach)

Esta postagem é um trabalho de colecionador que vem sendo realizado pelo meu tio Fausto Diefenbach nos últimos dez anos, espero que se divirtam...




“COMPARATIVOS GAUCHESCOS”



O folclore gaúcho contempla uma série de adágios populares de rara inteligência, criatividade e um humor auto gozativo muito nosso. Chamou-me especial atenção, a arte de qualificar alguns fatos comparando-os com outros, que freqüentemente, nada tem de comum entre si, a não ser um pseudo “comparativo”; dai a se chamar “Comparativos Gauchescos!”
Durante muito tempo, li ou ouvi estes comparativos com muita graça. Neste material, tive o cuidado de coletar mais de trezentos destes curiosos comparativos. Veremos a seguir, sem qualquer censura, nenhuma crítica literária, sem vigilância do vernáculo, da pureza de estilo, da fala na boca dos analfabetos das estâncias e vilas. Preservo a autenticidade, pois palavra “chula” não soa como palavrão de mau gosto. Soaria falso sim, se escrevesse ânus, quando o povo diz Cu. Eu mesmo às vezes fico com vergonha e me pego justificando: “Não! É humor, é humor...” Na verdade, os assuntos ficam melhores quando assim tratados, o que é uma tendência bem brasileira. A idéia é divertir e reverenciar nosso rico folclore! Nosso Brasil é o País da criatividade humorística absoluta. Felizmente!


Abandonado
1) Abandonado como alpargata véia em cancha de bocha...

Afiada
1) Afiada como navalha de barbeiro caprichoso...
2) Afiada como língua de sogra...

Amoitado
1) Amoitado como perdiz em touceira...

Amontoado
1) amontoado como uva em cacho...

Angustiado
1) Angustiado com barata de ponta-cabeça...
2) Angustiado como tartaruga de barriga para cima...
Animado
1) Animado como gaita em surungo...

Ansioso
1) Ansioso como anão em comício...

Antigo
1) Antigo como andar a pé...
2) Antigo como cagar acocado...

Apaixonado
1) Apaixonado como guri por solteirona...

Apanhar
1) Apanha como cachorro ladrão...
2) Apanha como cavalo do bandido...

Apertado
1) Apertado como rato em guampa...
2) Apertado como dedo em cu...
3) Apertado como jeans de fresco...
4) Apertado como cu de quem não quer peidar...
5) Apertado como bombacha de fresco...

Apressado
1) Apressado como cavalo de carteiro...

Ardido
1) Ardido como picada de mamangaba picaça...

Ariado
1) Ariado como panela de ferro de alemão...
2) Ariado como fogão de solteirona...
3) Ariado como espora de soldado cavalariano...

Arisco
1) Arisco como cachorro mordido de cobra...
2) Arisco como guaipeca magro de vila pobre...
3) Arisco como china que não quer dar...

Arreganhado

1) Arreganhado como talho em bunda de gordo...

Arteiro
1) Arteiro como guri sardento na hora da sesta...

Assobia
1) Assobia como cruzeira com cria...

Assustado
1) Assustado como veia em canoa...

Atento
1) Atento como sorro para varal de charque...

Atirado
1) Atirado como alpargata em chancha de bocha.

À toa
1) À toa como coruja de corredor...

Atrapalhado
1) Atrapalhado como cego em tiroteio...
2) Atrapalhado como cusco em tiroteio...
3) Atrapalhado como cusco em procissão...
4) Atrapalhado como maneta em jogo de bocha...
5) Atrapalhado como cusco bichado na orelha...

Atravessado
1) Atravessado como Cu de lagarto...

Atrasado
1) Atrasado como trem de fronteira...
2) Atrasado como bola de porco...
3) Atrasado como tartaruga em corrida de lebre...

Aumenta
1) Aumenta como barriga de prenhe...

À vontade
1) À vontade como bugio em mato de frutas...

Babar
1) Baba como boi com aftosa...

Baixinho
1) Baixinho como Cu de petiço...
2) Baixinho como vôo de marreca choca...
3) Baixinho como barriga de sapo...
4) Baixinho como tamborete de china...
5) Baixinho como lenhador de bonsai...
6) Baixinho como pintor de roda-pé...
7) Baixinho como toco de amarrar bode...

Balança
1) Balança com pelincho no arame...
2) Balança como porongo no vento...

Barrigudo
1) Barrigudo como pipa de bolicho...

Barulhento
1) Barulhento como trovoada de pedra em coberta de zinco...

Berra
1) Berra como terneiro desmamado...

Bisbilhoteiro
1) Bisbilhoteiro como filho de faxineira...

Boca-aberta
1) Boca-aberta como burro que comeu urtiga...


Bom
1) Bom como jipe antigo...
2) Bom como ganhar na Sorte Grande...
3) Bom como dinheiro achado...
4) Bom como faca achada...
5) Bom como chuva em roça de milho...
6) Bom como preço de cuecas em loja de turco...

Bonita
1) Bonita como laranja de amostra...

Bravo
1) Bravo como cruzeira bulida...

Braços abertos
1) Braços abertos como tamanduá em picada...

Branco
1) Branco como saco de farinha...
2) Branco como dentadura de nego...
3) Branco como lenço de Padre...
4) Branco como qualhada...
5) Branco como perna de freira...
6) Branco como Catarina assustado...
7) Branco como barriga de alemoa...

Buliçoso
1) Buliçoso como mico de viúva...

Cair Bem
1) Cai bem como chuva em roça de milho.

Camuflado
1) Camuflado como rapariga de Padre...

Cara-amarrada
1) Cara-amarrada como pacote de despacho...

Carinhoso
1) Carinhoso como pincel de barbeiro...
Caro
1) Caro como argentina nova na zona...

Catando
1) Catando como passarinho em bosta...

Catinga
1) Catinga como toca de Guará-Grande...

Chato
1) Chato como gilete em azulejo molhado...
2) Chato como conversa de cunhado bêbado...
3) Chato como chinelo de gordo...

Cheio
1) Cheio como penico em noite de baile...
2) Cheio de gás como alemão em final de Kerb...
3) Cheio como corvo em carniça de vaca atolada...
4) Cheio como barril de chope em festa de “Crente”...

Cheiroso
1) Cheiroso como mão de barbeiro...

Chia
1) Chia como locomotiva no cio...
2) Chia como chaleira no fogo...
3) Chia como cambona esquecida na brasa...

Ciumenta
1) Ciumenta como mulher de tenente...

Comer
1) Come mais que frieira em pé de brigadiano...
2) Come mais que égua com cria...

Comprido
1) Comprido como xingada de gago...
2) Comprido como suspiro em velório...
3) Comprido como esperança de pobre...
4) Comprido como pio de pinto...
5) Comprido com unha de gigolô...
6) Comprido com cuspe de bêbado...
7) Comprido como língua de cabeleireira...

Confuso
1) Confuso como freira em lua-de-mel...

Conhecida
1) Conhecida como filha de família rica que emprenhou solteira...
2) Conhecido como reza do Padre-nosso...
3) Conhecida como marca de estância grande...
4) Conhecido como nome de marido guampudo...
5) Conhecida como erva braba...
6) Conhecida como parteira de campanha...

Constrangedor
1) Constrangedor como falar de charuto na casa de Bill Clinton...
2) Constrangedor como padre em puteiro...

Contrariado
1) Contrariado como gato a cabresto...

Coxuda
1) Coxuda como porca no engorde...

Cru
1) Cru como comida japonesa...

Curto
1) Curto como coice de porco...
2) Curto como estribo de anão...

Curto & Sortido
1) Curto e Sortido, como caramelo em buteco...


1) Dá mais que chuchu na serra...

Delgado
1) Delgado como cachorro de tropeiro...

Descasca
1) Descasca como bronzeado de alemão...

Desconfiado
1) Desconfiado como galo torto...
2) Desconfiado como guri de quem roubaram as balas...
3) Desconfiado como cachorro que lambeu sabão...
4) Desconfiado como cavalo caolho...
5) Desconfiado como cego com amante...

Devagar
1) Devagar como enterro a pé...
2) Devagar como enterro de viúva rica...

Difícil
1) Difícil como laçar lebre coxilha acima...
2) Difícil de ferrar como cavalo de estátua...
3) Difícil como nadar de poncho e mergulhar com guarda-chuva...

Direto
1) Direto como goela de sapo...
2) Direto como tronco de coqueiro...

Doído
1) Doído como beliscão de tábua rachada...
2) Doído como dar cria de uma bigorna...

Duro
1) Duro como pau de preso...
2) Duro como coco da Bahia...
3) Duro como bochecha de estátua...
4) Duro como salame da colônia...

Eficiente
1) Eficiente como japonês na roça...

Elegante
1) Elegante como enfiar o dedo no nariz.... (Contraditório)
3) Elegante como cagá na moita... (Contraditório)

Emaranhado
1) Emaranhado como punhado de minhocas...

Emperrado
1) Emperrado como projeto da oposição...

Encolhido
1) Encolhido como pinto na chuva...
2) Encolhido como pau no frio do inverno...
3) Encolhido como tripa grossa na brasa...

Encardido
1) Encardido como chiripá de esquilador..
2) Encardido como guardanapo de cozinheiro de comparsa...

Encordoado
1) Encordoado como tecla de gaita...
2) Encordoado como teta de porca...

Enfatiotado
1) Enfatiotado como defunto arrumadito pro caixão...
2) Enfatiotado como quem vai prá velório de rico...

Enfeitado
1) Enfeitado como quarto de china...
2) Enfeitado como árvore de Natal...
3) Enfeitado como mula de mascate...
4) Enfeitado como carroça de cigano...
5) Enfeitado como caminhão de paranaense...
6) Enfeitado como bicicleta de negro...

Enganar
1) Engana mais que costela assada...

Engraçado como gorda botando as calças...

Engraxado
1) Engraxado como telefone de açougueiro...

Engrupido
1) Engrupido como arma que matou corvo...

Enrolado
1) Enrolado como pentelho de nego...
2) Enrolado como rabo de porco...
3) Enrolado como papel higiênico...
4) Enrolado como gravata de cego...
5) Enrolado como discussão de gago...
6) Enrolado como cristal pra viagem...

Escandalosa
1) Escandalosa como tosa de porco...

Escasso
1) Escasso como passarinho em zona de gringo...
2) Escasso como os “pilas” em bolso de salário-mínimo...
3) Escasso como pelo em recavém de touro...
4) Escasso como aposentado do Bradesco...

Escorregadio
1) Escorregadio como coxa de rã...

Esparramado
1) Esparramado como sapo morto estirado nos arreios...
4) Esparramado como espirro de farofa...
5) Esparramado como dedo do pé que nunca entrou em bota...

Escuro
1) Escuro como o Lumumba de luto...

Espalha
1) Espalha como poeira na mangueira, em pé de vento...

Esperto
1) Esperto como guri campeão de bolita...

Espinhento
1) Espinhento como ensopado de traíra pequena...


Espumoso
1) Espumoso como mijada de égua...

Estirado
1) Estirado como corda de viola...
2) Estirado como corda de alambrado...

Exibido
1) Exibido como domador de aporreado...

Extraviado
1) Extraviado como chinelo de bêbado...

Fácil
1) Fácil como peidar dormindo...
2) Fácil como roubar doce de criança...

Faceiro
1) Faceiro como mosca em tampa de xarope...
2) Faceiro como ganso novo em taipa de açude...
3) Faceiro como lambari de sanga...
4) Faceiro como guri de bombachas nova...
5) Faceiro como gringo em baile...
6) Faceiro como lagarto em boca de sorro...
7) Faceiro como gordo de camiseta...
8) Faceiro como dedo destroncado... (“Non sense” do Rapa de Tacho I)
9) Faceiro como pinto no lixo...
10) Faceiro como peru na bosta...
11) Faceira como china em dia de pagamento no quartel...
12) Faceiro como pica-pau em tronqueira...
13) Faceiro como bugio em mato de fruta...
14) Faceiro como tico-tico na chuva...
15) Faceiro como Cachorro de pobre...


Falador
1) Fala mais do que pobre na chuva...

Falso
1) Falso como idade de mulher.

Fechado
1) Fechado como traseiro de caranguejo...

Fedido
1) Fedido como sovaco de nego...

Feio
1) Feio como morte de afogado...
2) Feio como morte de "arrasto"...
3) Feio como facada no Cu...
4) Feio como briga de gadanha no escuro...
5) Feio como fratura exposta...
6) Feio como cãibra no Cu...
7) Feio como tosse de tuberculoso...
8) Feio como bater na mãe...
9) Feio como filho de lobisomem...
10) Feio como queimadura na cara, apagada a tamancaço...
11) Feio como talho na bunda...
12) Feio como “ET” de Varginha...
13) Feio como correr pelado e de pau duro, atrás da mãe...
14) Feio como forma de fazer diabo...
15) Feio como sapato de Padre...
16) Feio como paraguaio baleado...
17) Feio como indigestão de torresmo...
18) Feio como brida de foice apartado a facão...
19) Feio como galope de vaca...
20) Feio como tombo com as mãos no bolso...
Fininho
1) Fininho como assobio de papudo...
2) Fininho como assobio de águia...
3) Fininho como guampa de boi brasino...


Firme
1) Firme como palanque em banhado...(contraditório)
2) Firme como pé de véio em cimento...
3) Firme como namoro de primo...
4) Firme como beliscão de ganso...
5) Firme como prego em bananeira... (contraditório)
6) Firme como prego em polenta...

Floreada
1) Floreada como bombachas de turco...
2) Floreada como guaiaca Correntina...

Folgado
1) Folgado como calça de palhaço...

Forte
1) Forte como coice de mula...
2) Forte como arroto de burro...
3) Forte como charuto amanhecido..
4) Forte como junta de boi manso...
5) Forte como trançado de couro cru...
6) Forte como varejão de mangueira...
7) Forte como touro brazino...
8) Forte como mijo de zorrilho...

Fraco
1) Fraco como peido de bolachinha...
2) Fraco como tuberculoso em peleja...

Frio
1) Frio como bunda de pingüim ...
4) Frio como nariz de cachorro...

Fumacenta
1) Fumacenta como fogueira de pneu velho...

Funga
1) Funga como capincho que saiu do arroio...

Furiosa
1) Furiosa como tigra parida...
2) Furiosa como gata embretada em cano de bota...
3) Furiosa como gata com cria...

Ganiçando
1) Ganiçando como cusco que levou água fervendo...

Gasta
1) Gasta como lima nova...

Gasto
1) Gasto como fundilho de tropeiro...

Gauderiando
1) Gauderiando como cigano candidato...

Gente (refere-se à multidão)
1) Gente como formiga de asa em véspera de chuva...
2) Gente como corvo em carniça de vaca atolada...

Gorda
1) Gorda como barriga de prenhe...

Gosmento
1) Gosmento como sopa de quiabo...
2) Gosmento como ensopado de minhoca...

Gosta
1) Gosta como peru por merda...
2) Gosta como pinto de quirera...

Gostoso
1) Gostoso como beijo de prima...

Grosso
1) Grosso como dedo destroncado...
2) Grosso como cinamomo de tapera...
3) Grosso como rolha de poço...
4) Grosso como arroto de cavalo...
5) Grosso como cagalhão de tropeiro...
6) Grosso como parafuso de patrola...
7) Grosso como papel de enrolar pregos...
8) Grosso como toco de amarrar bode...
9) Grosso como professor de homens...
10) Grosso como dois hipopótamos abraçados...
11) Grosso como elefante com cachumba...
12) Grosso como apito de navio...
13) Grosso como sal de churrasco...

Grudado
1) Grudado como carrapato em vazio de vaca magra...
2) Grudado como carrapato em teta de vaca...
3) Grudado como carrapicho em cola de matungo...

Grudento
1) Grudento como baba de ganso...

Horas
1) Mais horas de cama que urubu de vôo...

Ignorante
1) Ignorante como palanque de quebrar potro...

Inchado
1) Inchado como buchada no sol...
2) Inchado como barriga de afogado...

Incomoda
Incomoda como pulga nos fundilhos...
Inevitável
Inevitável como tesão do mijo...

Informado
1) Informado como gerente de funerária...

Inquieto
1) Inquieto como galho de sarandi tocado pelo vento...
Inteiro
1) Inteiro como tranqueira de pau-ferro...
Inútil
1) Inútil como teta de homem...
2) Inútil como o Anjo da Guarda da família Kenedy...
3) Inútil como buzina de avião...

Invocado
1) Invocado como fiscal de gafieira...

Jorrou
1) Jorrou longe como mijada de colhudo...

Justo
1) Justo como dedo em Cu...
2) Justo como dedo no nariz...

Leve
1) Leve como boleadeira de sabugo...

Ligado
1) Ligado como rádio de preso...

Liso
1) Liso como sovaco de santo...
2) Liso como melancia ensaboada...
3) Liso como muçum ensaboado...
4) Liso como pau de sebo...
5) Liso como tronco de pitangueira...
6) Liso como cabo de relho velho...
7) Liso como lombo de foca...

Linda
1) Linda como estampa de livro de figura...
2) Lindo como namoro no rincão...

Lustroso
1) Lustroso como bota de peão em dia de festa...

Magro
1) Magro como rato de igreja...
2) Magro como aidético do MST...

Maltratada
Maltratada como sovado de aleijado...

Maluca
1) Maluca como égua xucra laçada pela virilha...

Manso
1) Manso como cavalo prá andar de criança...
2) Manso como gato de viúva...

Medroso
1) Medroso como vovó em canoa...
2) Medrosa como barata atravessando o galinheiro...

Mentindo
1) Mentindo como guri para entrar em baile...

Metido
1) Metido como piolho em costura...
2) Metido como gringo em baile...
3) Metido como dedo em nariz de piá...

Mole
1) Mole como galocha cheia d’água...
2) Mole como pau de véio...

Mordendo
1) Mordendo como marimbondo vermelho...

Muda de Pouso.
1) Muda de pouso com tatu em chuvarada...

Negro
Negro como pensamento de china desprezada...

Nervoso
1) Nervoso como gato em dia de faxina...
2) Nervoso como potro com mosca no ouvido...

Nojento
1) Nojento como cabelo na sopa...
2) Nojento como pentelho em sabonete...
3) Nojento como mocotó de ontem...

Ortodoxo
1) Ortodoxo como pomada Minâncora...
2) Ortodoxo como rótulo de Maizena...

Parado
1) Parado como gato de porcelana...
2) Parado como água de poço sem sapo...
3) Parado como pestana de defunto...

Perdido
1) Perdido como galinha em rodoviária
2) Perdido como cusco em procissão...
3) Perdido como peido em bombachas...
4) Perdido como cachorro que cai do caminhão de mudanças...
5) Perdido como cusco abichado na oreia...
6) Perdido como surdo em bingo...
7) Perdido como cebola em salada de frutas...
8) Perdido como filho de puta, em dia dos pais...

Perigoso
1) Perigosa como buchada azeda...

Pesado
1) Pesado como pastel de batatas...
2) Pesado como brigadiano morto...
3) Pesado como sono de surdo...

Pisando
1) Pisando firme como delegado novo no chinaredo...

Pobre
1) Pobre como rato de Igreja...

Pôr
1) Põe mais que galinha polaca...

Por-cima
1) Por-cima como aguapés na enchente...

Por-fora
1) Por-fora como umbigo de vedete...
2) Por-fora como joelho de escoteiro...
3) Por-fora como caroço de abacate... (contraditório)
4) Por-fora como bagaço em moenda...
5) Por-fora como dedo de franciscano...
6) Por-fora como quarto de empregada...
7) Por-fora como bunda de índio...
8) Por-fora como cotovelo de caminhoneiro...
9) Por-fora como arco de barril...
10) Por-fora como surdo em bingo...

Pouquinho
1) Pouquinho como dois pilas de pólvora...
2) Pouquinho como um pila de uísque...

Prá-frente
1) Pra-frente como umbigo de grávida...

Preguiça
1) Preguiçoso como gato castrado...
Prestimosa
1) Prestimosa como mãe de noiva...

Preto
1) Preto como negrão vendendo picolé na praia...
2) Preto como telefone dos antigos...
3) Preto como passado de china...
4) Preto como pneu novo...
5) Preto como tição de angico...
Quebrado
1) Quebrado como arroz de terceira...

Quente
1) Quente como alça de cambona no fogo...
2) Quente como noiva de soldado...
3) Quente como chaleira na trempe...
4) Quente como frigideira sem cabo...

Quieto
1) Quieto como criança cagada...
2) Quieto como cusco embarcado em canoa...
3) Quieto como cusco em chalana...

Rápido
1) Rápido como trepada de coelho...
2) Rápido como batedor de carteira...
3) Rápido como facada de louco...
4) Rápido como datilógrafo de cartório...

Reluzente
1) Reluzente como carapaça de Besouro...

Rengo
1) Rengo como cusco em dia de geada grossa...

Rente
1) Rente como pão quente...

Resistente
1) Resistente como sapato de padre...

Resvala
1) Resvala como casaco-overa prá toca...

Reto
1) Reto como goela de João Grande...


Rebola
1) Rebola como enguia com coceira...

Rijo
1) Rijo como pescoço de corvo...
2) Rijo como salame de colônia...

Rir
1) Ri como guri em circo de burlantin...

Robusto
1) Robusto como tronco de angico...

Roxo
1) Roxo como bago de colhudo...

Ruim
1) Ruim como veneno de cobra...
2) Ruim como óleo de ríceno...
3) Ruim como beijo de sogra...

Sagrado
1) Sagrado como dívida de jogo...

Salgado
1) Salgado como charque prá cabeça-chata...

Seboso
1) Seboso como corrimão de escada...
2) Seboso como jugular de capacete...
3) Seboso como cabo de guarda-chuvas...
4) Seboso como telefone de açougueiro...
5) Seboso como batina de padre...
6) Seboso como guisado de segunda...

Seco
1) Seco como tiro de “doze” com cano-serrado...
2) Seco como osso de cachorro...
3) Seco como bolso de soldado...
4) Seco como copo de componente de AA...

Seguro
1) Seguro como namoro de primos...

Sem Graça
1) Sem graça com rodízio de chuchu...

Sério
1) Sério como cabeça de porco em bandeja...
2) Sério como cusco na chuva...
3) Sério como criança cagada...
4) Sério como vaca atolada...
5) Sério como guri que mijou nas bombachas...
6) Sério como viúva em retrato...
7) Sério como guri que examina se a galinha se tem ovo...
8) Sério como um defunto...
9) Sério como cusco em canoa...
10) Sério como porco mijando...

Sestroso
1) Sestroso como o cavalo do Comandante em dia de parada...

Sofrido
1) Sofrido como joelho de freira em Semana Santa...

Solito
1 ) Solito como galinha em gaiola de engorde...
2) Solito como mulher de viajante...

Solto:
Solto como peido em bombacha...

Sorridente
1) Sorridente como reclame de pasta de dentes...

Sujo
1) Sujo como pau de galinheiro, dos bem de baixo...
2) Sujo como banheiro de rodoviária...
3) Sujo como patente de borracharia...
4) Suja como consciência de bodegueiro...

Sumido
1) Sumido como cuspe em ferro quente...
2) Sumido como manga de colete...

Sutil
1) Sutil como elefante embarrado... (contraditório)
2) Sutil como elefante em loja de cristais... (contraditório)
3) Sutil como gato que vai pegar passarinho...

Talho-grande
1) Talho-grande como de atorar guajuvira pelo tronco...
2) Talho-grande de botar penicilina com colher de pedreiro...

Tonto
1) Tonto como borracho em fim de festa...
1) Tonto como marimbondo em fumaça...

Torto
1) Torto como tento de pança aquecido no sol...

Tranqüilo
1) Tranqüilo como cozinheiro de hospício...
3) Tranqüilo como água de poço sem sapo...
4) Tranqüilo como tartaruga de poço...

Treme
1) Treme como Toyota em ponto-morto...
2)Treme como vara verde...

Triste
1) Triste como lamento de viúva...
2) Triste como urubu em galho seco...

Vazio
1) Vazio como bolso de milico...

Velho
1) Velha como revista de barbearia...
2) Velho como cagar acocado...
3) Velho como o diabo...
4) Velho como mijar prá frente...
5) Velho como a Monarquia...
6) Velho como mijar em arco...

Vender
1) Vende como pastel em cancha de carreira...

Verde
1) Verde como cuspida de mate...
2) Verde como lagartixa de horta...

Vil
1) Vil como marido de cama...

Voa
1) Voa mais que semente de guanxuma...

Volta
1) Dá mais volta do que tatu degolado...
2) Dá mais volta do que rastro de cobra...
3) Dá mais volta que guaipeca para deitar...

Xucra
1) Xucra como égua maneada nas virilhas...


473 comparativos.
Iniciado em março de 1996.
Fausto G. M. Diefenbach.
faustogd@pop.com.br
Rua José Antônio Aranha, 345.
Fone/fax: (051) 3328-8067 e 8114-0032.

POA, 08/dez/2006.
01/ago/2007.
29/04/2009.
19/05/2009.
22/02/2010.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Heróis




Heróis


Já vi homens simples tornados heróis,
Que com justiça foram reconhecidos,
Mas a maioria não é destacada
Permanecem anônimos, a sós, esquecidos...

E é pra esses e para outros tantos
Cujos nomes não são monumentos
que dedico esse canto,
em notas de puro agradecimento...

Gracias a quem trabalha e paga tributos,
Ao paesano que devolve o achado,
Gracias a quem carrega a honestidade
E não se vende por uns parcos trocados,
Gracias ao cuéra de idéias firmes
Que nunca pensou em mudar de lado...

Heróis são assim, simplesmente,
São como nós, são só gente...
Por quem vale a pena cantar... (duas vezes)



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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Dualidade




Ação e reação,
Dualidade,
Dupla personalidade,
Terra e ar, água e fogo,
Elementos que se regulam
Opostos que se anulam,
O duplo sentido dos versos,
Ora concretos, ora dispersos...
A mente e o coração,
A razão contrapondo a emoção.
O ying e o yang, o certo e o errado
O recém começado e o já acabado,
A juventude e a velhice
A honestidade e a vigarice
A fobia e a mania,
A loucura e a sanidade
O campo e as cidades...
A duplicidade, nem sempre percebida,
Ponto de equilíbrio, móvel da vida.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Notícia do livro do concurso Valdeck Almeida de Jesus

O livro “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus - 2009” é o resultado de um concurso realizado em 2009. Foram mais de 600 poetas inscritos e 133 selecionados para participarem da publicação. O livro será lançado durante a 21ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Pavilhão de Feiras do Anhembi.

Confira a lista dos primeiros colocados:

(...)
7° – André Sesti Diefenbach (Porto Alegre-RS) – poesia: Farrapos

Fonte: Site oficial do promotor do concurso

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Acalormentado (atormentado de calor...)



Efeito estufa, calor intolerável,
Vingança natural execrável,
Do asfalto surgem miragens
Parecendo pequenas poças
Mas não é água, nem são as lágrimas de moças,
É a temperatura subindo às alturas
Derretendo minha mente
Transpiração correndo como vertente
Fogo queimando gente,
Amor caliente...
Salvem-se os inocentes.

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Farrapos





E aqui está a vídeo animação com a declamação da premiada poesia FARRAPOS! Texto e voz André Diefenbach, gaita de Jairo Silva.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Delegado Bagual




Abaixo artigo de Roger S. Brutti, publicado na pag. 04 do jornal A Razão de 26/01/10:

Delegado bagual
Em Santa Maria/RS exerce suas atividades profissionais o Delegado de Polícia mais bagual do Rio Grande do Sul. É o meu amigo André Sesti Diefenbach. É bagual, porque ama as tradições gaúchas como ninguém, trova, faz músicas, vídeos e poemas gaúchos até enquanto está embaixo do chuveiro. Até possui alguns sites sem fins lucrativos cujos endereços são http://www.bagualismo.tv e http://blogopoeta.blogspot.com Todo ano o André ganha prêmios regionais e nacionais com músicas e poemas de sua autoria.
Na semana passada ele ganhou mais um prêmio literário de âmbito nacional no concurso “Valdeck Almeida de Jesus” com um texto gaudério de sua autoria. Como já ocorreu antes, o escrito desse bagual será publicado em um livro a ser lançado na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, evento que ocorrerá de 12 a 22 de agosto de 2010, no Pavilhão de Convenções do Anhembi.
Como diz o gaúcho, deem um “espiada” na poesia com a qual ele venceu referido concurso: “Na guerra pela liberdade, lutaram conterrâneos, / Irmãos em lados opostos, soldados apostos, / Lanças, espadas, canhões, os índios em seus redomões... Uns querendo o divórcio, a formação de um novo Estado, / Outros mantendo o consórcio, com o império ao seu lado. / Farrapos libertadores, Pica-paus mantenedores, / E assim foi por muito tempo, o Rio Grande em seu horizonte sangrento... / Muitos encararam a sorte, valentes, guerreiros, / Neste jogo de vida e morte, disputado por lanceiros, / Alguns se tornaram heróis e até hoje vivem na história, / Vários tombaram no campo, sendo apenas esta sua glória. / No final, apesar da derrota, a vitória foi Farroupilha / Pois mostrou ao mundo inteiro que gaúcho é xucro e não se encilha!”
Afirmo aos leitores: há pessoas que moram bem ao lado de nossas casas, mas que jamais passaria por nossas cabeças quais maravilhosos talentos elas possuiriam. Por vezes, desenvolvem suas artes timidamente, só para si, no interior dos seus quartos. São pintores, escritores, músicos, enfim, pessoas com talentos os mais peculiares. Você leitor certamente deve ter um.
A verdade é que todos nós possuímos algum hobby em particular. E como é bom descobrirmos que o Fulano gosta de ler livros tão interessantes, sobre temas cuja existência nem imaginávamos haver; que Beltrano gosta de tocar blues com o seu violão, escondido em seu quarto; que Sicrano gosta de escrever para o Jornal “A Razão”, por puro prazer, sem esperar nada de retorno. Talentos assim, ao meu ver, devem sempre ser cultivados e preservados.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Até o gaúcho morre




Se hoje o meu cavalo é manso,
E o meu pala é rasgado,
Se preciso mais de descanso,
É o tempo que tem me judiado...

Até o campeiro envelhece,
E fica mais no galpão,
Se remoendo em recuerdos
Enquanto ceva o chimarrão...

Se a adaga está enferrujada,
E não uso mais as chilenas,
Se às vezes erro as armadas,
É a vida ficando pequena...

Se minhas melenas pratearam,
E minha voz já fraqueja,
Está chegando à hora
De me juntar às carquejas...



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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A mão




A mão que mata
Pode ser a mesma que acaricia...
A mão que alimenta
Pode ser a mesma que espanca...
A mão, que unida à outra representa a união
Pode ser a mesma mão que aperta o botão que antecede a explosão...
E a mão pode ser da mesma pessoa...
Que segura o guarda-chuvas numa noite de garoa,
Que aciona o remo e movimenta a canoa,
A mão que hoje planta uma árvore
Pode ser da mesma pessoa que antes desmatou florestas,
Que enxugou o suor da testa...
A mão que executa as vontades,
Pode ser boa e má, simples verdade...
A mão que escreve um bilhete de saudade,
Pode ser a mesma que dissemina a maldade...
Nada é exato, nem mesmo a mão,
Que ora segue as ordens da mente, ora segue as do coração...

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O poder estava na camiseta

Muito estranho, mas impressionante! Domingo, dia 17 de janeiro de 2010, às 17h00min, liguei a televisão para acompanhar a estréia do Grêmio, de caras novas, tanto no campo quanto na casa mata. Um calor infernal, imaginei o caldeirão do capeta no campo do Pelotas... E, realmente, minha previsão inicial não parecia equivocada, muita correria e pouca objetividade em campo, comum aos inícios de temporada. Um zero a zero ruim, até que o Pelotas o deixa muito pior, empilha dois canetaços consecutivos, tão certeiros como são os tiros disparados por traficantes nos morros cariocas que sempre acabam explodindo os miolos de algum inocente. E veio o apito, ufa, intervalo! Aproveitei os quinze minutos e fui checar a caixa de correspondência onde havia um aviso do carteiro de que tentara entregar uma encomenda sem sucesso, ainda na sexta-feira. No aviso não havia descrição do que era e nem quem seria o remetente. Guardei aquele aviso no bolso, pois só poderia retirar o que quer que fosse na segunda-feira e fui até a cozinha esquentar uma água para fazer um mate, porque gaúcho que é gaúcho toma chimarrão até no inferno (tanto o calor quanto o resultado parcial não deixavam dúvidas de que eu estava realmente com o chifrudo encarnado sentado ao meu lado). De cuia em punho voltei minhas atenções para o segundo tempo, parecia outro jogo, a alma castelhana estava de volta, muita vontade e aplicação, uma velocidade em campo que parecia que os jogadores eram empurrados pelo minuano, até que num pênalti o Pelotas ruiu, tomou o primeiro e em seguida vieram outros dois que viraram um adverso placar de primeiro tempo. O domingo passou com uma estréia de ruralito emocionante. Segunda-feira, a tardinha, fui até a garagem dos correios, entreguei o aviso ao guarda e, alguns minutos após, recebi um envelope rechonchudo e fofo, chegou a lembrar eu mesmo em suas formas. Entrei no carro e vim para casa. Abri o envelope, dentro dele havia uma gentil carta da Mayra, uma prima da minha mãe que há muito tempo trocou o churrasco pelo acarajé, mas parece que toma chimarrão em uma cuia de côco verde lá na terra do Senhor do Bom Fim e, junto à carta, uma bela camiseta do Consulado Gremista da Bahia, cujo mascote é primo do mosqueteiro, tem a mesma cara, porém usa trancinhas rastafári, calças de capoerista, e um turbante, cujo nome desconheço, mas de uso tradicional na Bahia, como é a bombacha no Rio Grande. Mas o que alhos tem a ver com bugalhos? Nada, ou tudo. Interpretei o aviso dos correios como a mensagem de chegada, que só recebi no intervalo e, daí, a explicação da reação só no segundo tempo, pois é certo que a camiseta da terra de todos os santos veio de lá com as bênçãos de todos eles anunciando que 2010 será, definitivamente, um ano azul, preto e branco! Obrigado Mayra e obrigado Consulado Gremista da Bahia!

André Sesti Diefenbach

Artigo do meu colega Róger sobre o Crack

Traficantes contra o crack

Roger Spode Brutti

O crack tornou-se o Calcanhar de Aquiles dos próprios traficantes. Estes, sedentos pelo lucro cada vez mais rápido, acabaram introduzindo em seus “negócios” uma droga tão devastadora que acabou desestruturando não só as famílias, a vida dos consumidores e a sociedade como um todo, mas, especialmente, o meio de subsistência dos próprios traficantes. O crack não comporta exceção e vicia imediatamente, dilacerando a vida do consumidor, cujo o único caminho certo, caso não busque tratamento, é a morte. O detalhe é que, nesse iter consumerista, o usuário desestabiliza-se socialmente de forma cabal, perdendo o emprego, o relacionamento salutar com amigos e com familiares, dentre outros problemas. Passa ele a ser um verdadeiro indigente, a bem da verdade, a ponto de não mais dispor de numerário para pagar a droga que consome, ou melhor, a droga que o consome. Aí vislumbramos a primeira dor de cabeça dos traficantes, qual seja, a carência de numerário, de dinheiro em espécie, de receita. Com efeito, o usuário, desestruturado socialmente, sem emprego, passa a furtar ou a roubar, para, com a “res furtiva”, pagar a droga. Aí surge outra problemática para o traficante, qual seja, eventualmente, os usuários são flagrados e presos, tendo-se nas ruas menos consumidores. Por outro lado, os próprios filhos da comunidade em que reside e atua o traficante também se viciaram e furtam, agora, dia e noite, itens das suas famílias e dos vizinhos, para pagar o vício.

Também não se olvide que a vida do consumidor do crack é muito curta, sendo que o período de consumo, logicamente, também é ínfimo, o que gera menos lucro para o traficante. Por tudo isso, nada mais lógico, aquele que comercializa crack é um verdadeiro inimigo dos demais traficantes que, tendo um mínimo de noção sobre gerenciamento econômico, veem no crack um verdadeiro “tiro no pé”. O extermínio daquele que trafica o crack pelos demais traficantes é algo puramente lógico. É o verdadeiro Armagedom: traficantes matando-se não pela disputa de território, mas pela tentativa desesperada de conter o avanço dos malefícios do crack. O crack consome a todos, incluindo o próprio tráfico, os próprios traficantes. Como dizem os velhos ditados: tudo que se planta, colhe; aqui se faz, aqui se paga!

Delegado da Delegacia de Delitos de Trânsito de Santa Maria/RS

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A morte é mais poética que a vida




A morte é mais poética que a vida,
Porque exprime tristeza em forma de partida,
Porque o tempo não foi suficiente para a despedida...
E é nos versos que o poeta encontra alento
Para sustar seu íntimo sofrimento...
Rimas melancólicas, frases saudosas,
Palavras de esperança, orações rancorosas...
Sentimentos transcritos expressando as verdades de seu autor,
Razão, emoção, saudade, em um pedaço de papel a imagem da alma em seu resplendor...

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Sétimo lugar




Ficamos em sétimo lugar no prêmio literário Valdeck Almeida de Jesus, ed 2009, com um texto tradicionalista gaúcho, o texto chama-se Farrapos e já consta em outras postagens no aqui no blog. Também está em vídeo na rede www.poetasgauchos.ning.com